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Brazil, The Land of Tears and Soul
Newton Moraes - 2013
 

“Brasil, país das lágrimas e da alma”

 

Tive o prazer de trabalhar no cenário e no figurino do ballet da companhia de dança de Newton Moraes, um brasileiro que vive no Canadá há alguns anos.

Acompanhei de perto todo o processo criativo

de um ballet, e do trabalho do Newton Moraes.

Um trabalho que nasce do gestual, da apreensão

e percepção do espaço e, além do preparo físico

e técnica de cada um, incorpora também a interpretação e a leitura do movimento sentido

e vivido por cada bailarino.

Diferentemente do que ocorre com os projetos de um artista visual, o trabalho do coreógrafo nasce do gestual e, diria eu, o seu esboço é como um desenhar no espaço.

Experiências diferentes e enriquecedoras

Para o cenário, busquei inspiração no meu próprio trabalho:

as anticaixas criadas nos anos 60.

Com elas construí espaços em que podia se perceber um

casario colorido.

Toda a apresentação ganhou com a iluminação de Gabriel

Cropley, canadense, especializado em teatro.

O figurino de abertura do espetáculo, criado por mim, foi inspirado nas nossas raízes africanas, mas também, se olharmos para trás, tem tudo a ver com arte e movimento, onde a vestimenta se torna uma escultura viva incorporando o movimento do corpo..

 

O cenário foi pensado com preocupação de custo, mas

também de fácil montagem e traslado.

Foram utilizadas caixas de mudança de diversos tamanhos, pintadas com cores fortes.

Esse foi meu ultimo trabalho de arte em Toronto, a caminho

de Dublin.

Fotos: Cylla Von Tiedmann

Ficha técnica:

Betty Oliphant Theatre |Setembro de 2013

Coreógrafo – Newton Moraes

Cenário e figurino – Solange Escosteguy

Iluminação – Gabriel Cropley

Dançarinos - Christian C. Giraldo, Nickeshia Garrick, Pulga Muchochoma, Falciony Patiño, Marco Placencio, Patrizia Gianforcaro, Geanderson Mello, Mikhail Morris, Darren Stron, Michelle Zimmerman.

 

Uma mensagem do Newton Moraes, boas memórias:

“Mais uma vez muito obrigado Solange! pois você faz parte do meu crescimento como artista. Você foi essencial para o sucesso do Brazil, The Land of Tears and Soul,

além do que você é uma de minhas mentoras!

Beijos para você e para o Afonso, saudades de vocês “.

Self Portrait

Toronto - 2012

“Self Portrait” é uma instalação que criei em cima de minha vivência. Fala, de maneira emblemática, um pouco do que vivi, e dos recursos com que desenvolvi meu trabalho.

Sempre vivi com a casa nas costas. E meu trabalho sofreu altos e baixos, e umas tantas influências por onde passei. Reflete também os tentáculos que incorporei para ser mãe, filha, avó, amiga, mulher de diplomata, e artista. Com a casa sempre nas costas, sigo descobrindo novos caminhos, trabalhando a minha geometria nos diversos contextos com que me confronto. “Self Portrait” é um trabalho em aberto. Seguramente ainda vai incorporar muitas experiências. Quer contribuir com seu sonho? Deixe uma mensagem.

 

Play me | Piano Brasileiro

Inauguração

Vídeo: Leonardo Tenan

 

Entrevista concedida a Leonardo Tenan no dia da inauguração dos pianos do projeto Play me, I’m yours, em um concerto em praça pública em Toronto.

Foi lindo e emocionante ver todos os pianos – um para cada país das Américas - serem tocados ao mesmo tempo por crianças e grandes concertistas.

“Play me, I’m yours”

Toronto - julho, 2015

 

Esse projeto foi uma iniciativa do Comitê Preparatório dos Jogos Panamericanos em Toronto 2012. Um piano representava cada país das Américas, pintado por um

artista daquele país.

Quando recebi o convite para fazer o piano brasileiro,

divide-me entre o susto inusitado e a tentação do desafio novo e, por que não, honroso de pintar o piano brasileiro.

Acabou sendo um dos projetos mais bonitos de que participei.

Durante um mês os pianos ficaram em lugares públicos

e foram tocados por passantes anônimos ou pianistas que não resistiam à experiência única de tocar em praça pública.

Fui visitar meu piano várias vezes, corujá-lo, mas também preocupada em protegê-lo…

Quando chovia, meu coração tremia… mas resistiu bem.

Foi um prazer único filmar nosso piano nas mãos da maestrina Danielle Lisboa tocando Ernesto Nazaré em pleno centro financeiro de Toronto para a gente que por

ali passava.

Batidas do Coração

Toronto - 2012

 

“Batidas do coração” é um documentário feito com grande entusiasmo por 4 colegas numa oficina de vídeo dentro do BRAFTV em Toronto.

Foi, para alguns de nós, a primeira experiência nessa área.

Contamos com a simpatia de Aline Morales e seu grupo

de Maracatú Baque de Bamba que, generosamente, colaborou conosco para a realização  desse pequeno documentário.

A oficina foi dirigida por Hudson Moura, professor de cinema da Ryerson University.

Saímos vencedores na competição entre os vários trabalhos feitos na oficina. Foi um desafio novo, somar olhares e experiências tão diferentes quanto os de Luciano Brito, Eduardo Jansen, Jasmine D’Costa e eu. 

Foi, também, um belo início e um incentivo para aprendermos mais.

A avaliação feita pelo cineasta Toni Venturini, em 25/10/2012

resumiu os trabalhos feitos então:

“Todos três filmes transpiram em seu subtexto uma saudade (muito natural) do Brasil. E tentam através das imagens e sons reconectar-se com as raízes do país, seja pela discussão sobre nosso jeito de ser e cultura, seja pela escolha de temas populares, como os dois filmes sobre a música brasileira. Apesar da intenção poética, são demasiadamente simples em sua construção narrativa, e montados numa estrutura formular de colagem de imagem e idéias. Mas são sinceros em sua abordagem direta e franca, o que lhes dá frescor e brilho. O exercício realizado serve para entenderem que desenvolveram mais os “temas”, que necessariamente uma “idéia narrativa” nos documentários, o que os coloca num contexto de pesquisa e “working in progress”, não de uma obra autoral. Dos três trabalhos sinto que Batidas do Coração se

destaca em sua construção e comunicação. Parabéns aos realizadores da oficina”.

Café com Letras em Toronto

Dezembro, 2012

 

A “Agitadora cultural” se manifestou inúmeras vezes

ao longo dos anos, mas foi, sem dúvida alguma, em Toronto que fiz esse exercício com mais consciência

e sucesso.

Em Toronto criei um encontro com espaço físico em que discutíamos temas culturais e de interesse da comunidade. O café era a desculpa para estarmos juntos e dividirmos problemas, descobertas, abraços

e  amizade.

Um network que ajudou muito a comunidade a se conhecer e se respeitar.

A sementinha ficou por lá e o Café com Letras continua organizado por 4 amigas que estão tocando prá frente a idéia.

O Café com Letras em Toronto foi a minha

“Menina dos olhos”.

café com letras
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